
PROJETO
BÁSICO
Instalação
de Unidades Regionais para capacitação de cafeicultores do Espírito Santo na
produção de Cafés Especiais - URCE
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– Apresentação e Contexto
A
agricultura passa por profundas transformações, exigindo que a cafeicultura
esteja cada vez mais preparada para enfrentar as mudanças que se apresentam.
Urge, portanto, que o pequeno cafeicultor possua melhor qualificação para
prosseguir em seu trabalho e ingressar no mercado competitivo. Nesse sentido, o
projeto busca a profissionalização do cafeicultor, dotando-lhe de capacitações
tecnológicas inovadoras e dando-lhe condições de implementar inovações
gerenciais, organizacionais e ambientais para que se tenha um desenvolvimento da
cafeicultura sustentável dos aspectos econômicos, social e ambiental. Para
tanto, torna-se necessário oferecer e desenvolver uma capacitação de maneira
objetiva, com aplicabilidade na vida prática, através de uma sólida preparação,
mediante o ensino de conteúdos que potencializem a sua capacidade de absorção
de tecnologias. Nessas circunstâncias, a responsabilidade das entidades rurais
consiste em repensar novos meios para definir o perfil do profissional, capaz de
enfrentar o avanço tecnológico e o processo de globalização da economia.
Sabe-se,
hoje, a preferência do mercado cafeeiro pelo conilon cereja descascado, tendo
em vista sua qualidade superior, facilitando a inserção, cada vez maior, do
conilon nos “blends” com o arábica e até mesmo permitindo seu uso em
bebida exclusiva de conilon. O grande óbice que se deparam os cafeicultores que
adotam essa nova tecnologia é a baixa adesão dos cafeicultores tradicionais no
processo, não permitindo a produção em maior volume do conilon cereja
descascado (CD) a fim de poder atender ao mercado.
A
insegurança das indústrias de torrefação e moagem no uso do CD está
relacionada diretamente à intermitência na oferta do produto, dificultando o
estabelecimento de marcas de café com sabores uniformes. Daí a necessidade da
instalação de Unidades Regionais de Cafés Especiais – URCE para aferição
mais ampla de seus resultados junto ao cafeicultor, levantando, inclusive, os
custos de produção de café por esta via e gerando mais confiabilidade para os
produtores.
As
comunidades inseridas no processo serão o meio pela qual se dará a alavancagem
da introdução dessa importante inovação tecnológica, cabendo ao CETCAF –
Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café a transferência da tecnologia,
principalmente ao cafeicultor de economia familiar. Nessas comunidades, em ocasiões
passadas e num esforço dos agentes do agronegócio do café, já se realizou
Cursos de Profissionalização do Cafeicultor capitaneados pelo CETCAT e pelo
Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (INCAPER), envolvendo lideranças
comunitárias capazes de serem agentes de mudanças tecnológicas.
Os referidos cursos tiveram um currículo de abordagens técnicas, num total de 40 horas cada, abrangendo mais os aspectos de plantio, produção, condução da lavoura, etc., assim como informações mercadológicas capazes de instrumentalizar o cafeicultor para o enfrentamento das questões setoriais com mais chance de êxito. Pretende-se, agora, com o presente Projeto, não só criar as Unidades Regionais de Cafés Especiais – URCE, como também assistir diretamente aos cafeicultores e suas organizações vocacionados para a adoção desta importante inovação tecnológica para o café conilon, que é o cereja descascado (CD).
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– Justificativa
No
período recente, o pequeno cafeicultor de conilon, especialmente aqueles que
trabalham em regime de economia familiar, estão se ressentindo de uma melhor
agregação de renda à sua atividade cafeeira tendo em vista o desconhecimento
das vantagens da produção do conilon cereja descascado (CD). Além desse
desconhecimento, pesa sobre ele o fato de que os equipamentos hoje utilizados
para produção do conilon CD terem sido produzidos para o café arábica
levando à necessidade de, na utilização das URCE`S, efetivar-se inovações
tecnológicas que permitam a melhor adequação dos equipamentos à produção
do cereja descascado conilon, permitindo assim que o cafeicultor de café
conilon (espécie diferente do arábica) possa auferir melhores resultados econômicos
e sociais num mercado globalizado e cada vez mais competitivo.
A
cafeicultura capixaba tem por característica fundamental sua grande importância
sócio-econômica ensejando a oportunidade de emprego e renda a milhares de famílias
cuja sustentação de vida se deve ao café como agente econômico mais
importante e formador de uma poupança rural que tem permitido a fixação do
homem ao campo. Ao par dessa realidade, percebe-se com clareza que os
cafeicultores de conilon no Estado do Espírito Santo estão deixando de ampliar
sua renda, tendo em vista o desconhecimento da possibilidade de agregação de
valor ao produto final com introdução de tecnologia de produção de conilon
cereja descascado (CD), atualmente com uma demanda crescente pelo mercado desde
que haja volume do produto (CD).
Devido
às características da pequena propriedade, com base na economia familiar,
necessário se faz reorientar o processo de tratamento do café em caráter
associativo para que essa importante inovação tecnológica possa sensibilizar
o maior número de cafeicultores inserindo-os numa nova realidade de mercado.
Este projeto é pioneiro no Brasil e atenderia a três regiões, previamente
selecionadas, tendo em vista suas peculiaridades de preocupação com a preservação
ambiental, desejo de permanência na atividade cafeeira, elevado grau de
solidariedade no interior do grupo e detentores de lideranças capazes de
transferirem essa tecnologia contagiando outras comunidades no engajamento ao
processo.
Na execução do projeto em foco as comunidades dessas regiões estarão totalmente engajadas no processo, acompanhando sua execução e seus resultados e conscientizando-se da sua importância para definitiva inserção da cafeicultura de conilon do Estado do Espírito Santo no patamar de uma cafeicultura de qualidade.
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– Parcerias
O presente projeto contará com as seguintes parcerias:
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– Execução do projeto
-
Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo -
FAPES/Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia - SECT
-
Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café – CETCAF
5
– Apoio Institucional
-
Instituto Capixaba de Pesquisa e Extenção Rural – INCAPER
-
Cooperativas de Produtores de café Conilon: COOABRIEL, CAFEICRUZ e
CAFESUL
-
Associação de Pequenos Produtores de Café do Córrego das Palmeiras
– Mimoso do Sul–ES, Bom Jardim – Vila Valério-ES e Guaraná em Aracruz-ES
RELATÓRIOS PARCIAIS E FOTOS